Condução de suor, efeito bacteriostático e
proteção UV são algumas das propriedades dos tecidos sintéticos que vestem os
esportistas.
Os uniformes dos times que participaram da
Copa do Mundo de Futebol do ano passado são verdadeiras vitrines para o avanço
da tecnologia têxtil.
A
camisa que vestiu a seleção brasileira na disputa pelo hexacampeonato, por
exemplo, pesou 50% menos do que a usada pela equipe tricampeã em 1970.
Para quem se expõe ao sol na
prática de esportes, a tecnologia química concebeu um fio que aumenta o
bloqueio dos raios ultravioletas, causadores do câncer de pele, graças ao
dióxido de titânio que foi agregado ao
fio e aumenta a proteção.
100% verde
Esta
camisa de acordo com a fabricante, é construída com 100% de materiais
recicláveis: oito garrafas plásticas foram utilizadas na confecção de cada
peça. Foram recolhidas garrafas de lixões do Japão e Taiwan, que, após serem
processadas e transformadas em poliéster, confeccionaram as camisetas das dez
seleções patrocinadas pela Nike.
Costura sem fio
Outra
novidade da camisa canarinho é sua costura, que usa cola ao invés de fios, algo
semelhante ao que é feito com uniformes de pilotos de Fórmula 1 com o objetivo
de reduzir o peso total do conjunto carro e piloto. Para os atletas, o
resultado é também uma camisa mais leve, pesando apenas 160 gramas, cerca 15%
menos do que a utilizada pela seleção na Copa de 2006 de acordo com a
fabricante.
Camisa se ajusta ao corpo
Outra
novidade é seu ajuste dinâmico, que “adapta” a camisa às curvas do corpo do
atleta que a veste. Além disso, o uniforme é estruturado em malha dupla. O
resultado disso é mais mobilidade para o jogador, bem como 10% a mais de
elasticidade se comparada com uniformes tradicionais.
Outro exemplo de avanço é a nova camisa do Palmeiras, com
faixas de poliuretano, que pressionam os músculos e devolvem energia ao corpo
A
‘desculpa’ tecnológica do modelo bem sucedido da Adidas é o aumento da potência
e da resistência do atleta com o uso de um tecido que comprima os músculos e de
faixas de poliuretano.
A Puma
tem tecnologia semelhante, e as camisas justinhas das duas empresas rivais
estrearam na última Copa do Mundo. Na ocasião, as seleções africanas foram as
que mais aderiram aos modelos, mas jogadores famosos de outras equipes como o
francês Anelka, o alemão Podolski, o argentino Higuaín e o italiano Cannavaro.também
aderiram.
O único
problema é que as camisas agarradas têm uma armadilha: revelam quem está e quem
não está com o físico em ordem. “Sorte que eu estou em forma e não tenho uns
quilinhos a mais, porque senão fica sobrando e aparece”, brincou o palmeirense
Marcos Assunção.
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