domingo, 8 de abril de 2012

E os uniformes ?


     Condução de suor, efeito bacteriostático e proteção UV são algumas das propriedades dos tecidos sintéticos que vestem os esportistas.
    Os uniformes dos times que participaram da Copa do Mundo de Futebol do ano passado são verdadeiras vitrines para o avanço da tecnologia têxtil.
A camisa que vestiu a seleção brasileira na disputa pelo hexacampeonato, por exemplo, pesou 50% menos do que a usada pela equipe tricampeã em 1970.
Para quem se expõe ao sol na prática de esportes, a tecnologia química concebeu um fio que aumenta o bloqueio dos raios ultravioletas, causadores do câncer de pele, graças ao dióxido de titânio que foi  agregado ao fio e aumenta a proteção.
 
100% verde
Esta camisa de acordo com a fabricante, é construída com 100% de materiais recicláveis: oito garrafas plásticas foram utilizadas na confecção de cada peça. Foram recolhidas garrafas de lixões do Japão e Taiwan, que, após serem processadas e transformadas em poliéster, confeccionaram as camisetas das dez seleções patrocinadas pela Nike.
Costura sem fio
Outra novidade da camisa canarinho é sua costura, que usa cola ao invés de fios, algo semelhante ao que é feito com uniformes de pilotos de Fórmula 1 com o objetivo de reduzir o peso total do conjunto carro e piloto. Para os atletas, o resultado é também uma camisa mais leve, pesando apenas 160 gramas, cerca 15% menos do que a utilizada pela seleção na Copa de 2006 de acordo com a fabricante.
Camisa se ajusta ao corpo
Outra novidade é seu ajuste dinâmico, que “adapta” a camisa às curvas do corpo do atleta que a veste. Além disso, o uniforme é estruturado em malha dupla. O resultado disso é mais mobilidade para o jogador, bem como 10% a mais de elasticidade se comparada com uniformes tradicionais.

Outro exemplo de avanço é a nova camisa do Palmeiras, com faixas de poliuretano, que pressionam os músculos e devolvem energia ao corpo
A ‘desculpa’ tecnológica do modelo bem sucedido da Adidas é o aumento da potência e da resistência do atleta com o uso de um tecido que comprima os músculos e de faixas de poliuretano.
 
A Puma tem tecnologia semelhante, e as camisas justinhas das duas empresas rivais estrearam na última Copa do Mundo. Na ocasião, as seleções africanas foram as que mais aderiram aos modelos, mas jogadores famosos de outras equipes como o francês Anelka, o alemão Podolski, o argentino Higuaín e o italiano Cannavaro.também aderiram.
O único problema é que as camisas agarradas têm uma armadilha: revelam quem está e quem não está com o físico em ordem. “Sorte que eu estou em forma e não tenho uns quilinhos a mais, porque senão fica sobrando e aparece”, brincou o palmeirense Marcos Assunção.
 

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